O que esperar das pessoas que dizem com firmeza: “Vou te ensinar a ganhar dinheiro”, ou dos livros cujos títulos são: “como ficar rico”, “X maneiras de ganhar dinheiro” e coisas do tipo?

Certa vez assisti a uma palestra, de uma economista até bem respeitada no mercado, cujo título era “como ganhar dinheiro”. Foi uma palestra com duração de 1 hora e 40 minutos. No hall do auditório era visível, no semblante das pessoas que ali entravam, a esperança brotando nos olhares como se todos os seus problemas seriam resolvidos naquela noite, por causa de uma simples palestra, opa! Não era simples, ia nos ensinar a como ganhar dinheiro. Como se a palestrante fosse apresentar alguma fórmula ou meio de sairmos dali e ficarmos ricos quase que imediatamente.
Bom, lembro-me bem daquela noite. Durante 1 hora e 20 minutos ela falou sobre como gastar dinheiro e só nos minutos finais, ela introduziu o tão esperado “como ganhar”.
Gostei e achei válido o ensinamento que ela quis passar ao seu público, só consigo ganhar se eu aprender a gastar, do contrário, posso ganhar rios de dinheiro que gastarei cada centavo.
Já se passaram quatro anos desde aquele ensino e seria legal agora, procurar cada membro que assistiu à palestra e perguntar sobre como anda sua vida financeira. Poderia apostar que em grande parte, nada mudou.
Por que lemos artigos e livros financeiros e continuamos com os mesmos hábitos? Por quê continuamos gastando o que não temos? Por quê “damos bola” para o cartão de crédito? Por quê?
Venho estudando há alguns meses o perfil do brasileiro em relação às finanças e descobri que nós, brasileiros, somos acomodados e imediatistas, ou seja, queremos viver em uma zona de conforto gastando tudo o que precisamos. E isso tem que ser hoje!

Se em uma pequena sala com cem pessoas eu oferecer para escolher de um lado um saco de dinheiro com $10milhões e do outro, uma boa empresa estruturada com o valor de mercado de $10milhões, mais de 90% escolheriam o saco. Viver de juros é melhor! Não dá dor de cabeça e eu ainda tenho tempo para viagens, família e etc. A realidade é que ninguém quer trabalhar.
A ideia que se passa quando lemos livros e artigos, ou quando assistimos palestras sobre tais assuntos é apenas uma: Ninguém pode te ensinar a ficar rico, senão você mesmo, as mudanças nos hábitos são fundamentais.
Então, apenas para não fugir ao padrão, enumerei algumas dicas bem comuns, daquelas que você encontra em qualquer canto, mas que podem fazer toda a diferença. Lembre-se: EU NÃO FAREI POR VOCÊ, FAÇA VOCÊ MESMO!

Ensinar Ficar Rico

  1.  Registe todas as despesas: É fundamental.
  2.  Almoce em casa: se você almoça fora, procure fazer almoço em casa. Não tem tempo? Faça na noite do dia anterior! Mora longe do trabalho e não dá pra voltar? Experimente a velha e boa marmita, não sinta vergonha, vergonha é não ter dinheiro no bolso.
  3.  Não jogue comida fora: o que sobrou do jantar de hoje pode, perfeitamente, ser o almoço de amanhã. Utilize essa regra de economia de comida, para energia, água e gás.
  4.  No supermercado, compre apenas o que for útil: fundamental para quem vai ao supermercado com crianças.
  5.  Na farmácia, escolha medicamentos genéricos: a diferença muitas vezes é de 50%.
  6.  Reduza as despesas mensais fixas: você trabalha fora o dia inteiro e paga uma internet de 100 megas, para usar 30 minutos, a noite, por dia. Possui 10000 canais de televisão, mas só assisti uns 3… Pode melhorar isso.
  7.  Deixe o carro em casa: nem preciso falar do preço da gasolina. Já passou por sua mente ir ao trabalho de bicicleta ou caminhando? Irá economizar, melhorar a saúde e fazer mais amigos.
  8.  Existem inúmeras formas de praticar exercícios físicos de forma mais barata ou até gratuita: Conheço pessoas que pagam R$250,00 de mensalidade de academia e vão 2 vezes por semana. Se você não tem realmente a necessidade ou alguma prescrição médica, a academia pode sim ser substituída.
  9.  Aproveite os eventos culturais gratuitos: um cinema hoje em dia fica em torno de R$100,00 para duas pessoas (nas capitais), considerando as entradas, pipocas, estacionamento, combustível e outros… Uma apresentação cultural gratuita, vai diversificar e você vai economizar.
  10.  Estipule um valor mensal para você poupar e poupe: lembrando novamente, ninguém poderá fazer por você, apenas você mesmo.
  11.  Elimine todos os seus cartões de crédito: é, talvez, a dica mais comum neste meio, porque o perigo de se descontrolar é muito grande. Elimine ou policie para não exagerar.