No texto anterior falei sobre uma cota de Consórcio que comprei para investir futuramente em imóveis ou caso os preços fiquem menos surreais posso pensar em adquirir minha casa própria, quanto a isso não tenho algo bem definido porque depende de quando vou ser contemplado.

Preciso arrumar minha posição na qual comentei sobre o Consórcio colocando-o na carteira como investimento e que fique claro o Consórcio é tanto dívida quanto o Financiamento, pois nada mais é do que uma forma de adquirir um bem que no caso é o imóvel sendo o que importa é o que fará com esse bem o tornando ativo ou passivo, de todo modo o Consórcio será retirado da minha carteira retornando apenas quando for contemplado com o valor da carta o que poderá levar alguns anos.

Vamos às comparações e simulações que recolhi este mês e baseado em fontes descritas no final deste artigo, portanto quaisquer dúvidas podem perguntar que apesar de não saber de tudo posso levantar a resposta e trazer aqui.

Nessa tabela resumo os estudos que levantei, onde a taxa total se refere a todo o juros somado, o valor aplicado é o que a pessoa aportaria na totalidade e os juros o que teria gerado/pago.

Se você não tem pressa, mas quer um imóvel para qualquer fim que seja o Consórcio é o que indico, pois poderá ser contemplado a cada assembléia que ocorre todo mês além de poder dar um lance utilizando 30% da carta ou seu FGTS e de valor próprio levando de uma vez o valor contratado.

Coloquei a Poupança como comparativo, pois foi dela que migrei para o Consórcio, e o valor de 150 mil reais seria possível retirar após 120 meses com o rendimento mantendo-se em 0,51% a.m., mesmo após corte da Selic.

Com a pressão dos bancos para o Governo deixar a taxa de juros menos atraente que os CDB’s e se conseguir convencer sua esposa/marido a esperar para juntar o dinheiro, vai fundo seria o mais recomendável num mundo perfeito.

O financiamento só seria indicado em último caso, por exemplo se a casa for necessidade imediata e não possua um bom dinheiro disponível, pois a compra desse jeito só seria possível no Financiamento, que nada mais é do que um empréstimo.

Mesmo no financiamento seria necessária uma entrada de 30 mil reais e comprovar renda de no mínimo 5.000 reais, não sendo todo mundo que consegue preencher esses requisitos, além disso, tirei a média das parcelas do Financiamento, pois iniciavam em R$ 1499,99 e terminavam em R$ 694,94, enquanto os aportes no pagamento do Consórcio ou aplicando na Poupança são fixos neste estudo.

O Consórcio foi baseado no que fiz e não possui seguro de vida atrelado (é opcional), negociei as taxas com o gerente e cheguei neste valor de cerca de 0,11% ao  mês de juros, sem comprovação de renda (o que é ótimo pois sou autônomo) e já descontado da minha conta em dia pré-fixado.

Essa opção foi tomada porque a poupança só renderia o valor desejado em 10 anos e no consórcio que estou tem apenas 81 pessoas se mantiver neste ritmo serei contemplado em no máximo três anos o que ajudaria no meu planejamento pessoal e se não for alcançada a meta posso cancelar, pois o ressarcimento funciona assim: após sortear o consorciado ativo é sorteado o consorciado excluído para receber os valores pagos até o momento para amortização do valor devido retirando 15% de multa contratual.

Espero ter ajudado de alguma forma as pessoas que estão indecisas quanto a essas opções para aquisição de bens.

Este artigo teve como fontes: Simulação da Caixa Econômica Federal e informações da equipe de Imprensa do Banco Itaú-Unibanco, além de opiniões próprias como consideração final, as informações fornecidas aqui não devem ser utilizadas para tomada de decisão ou para aquisição de contrato/investimento, sendo a melhor opção sua própria decisão e ponderação.