Esse mês fiz uma análise das minhas antigas postagens das carteiras e da composição da minha carteira atual, as mudanças são extremas… Percebo que meu perfil é bem volátil, apesar de escrever que sou averso ao risco, notei que me exponho ao risco bem mais do que gostaria e isso influencia diretamente as oscilações da carteira.

Passando pelos blogs dos meus colegas investidores tive uma constatação de que aqueles que aportam baixo ou não aportam constantemente, possuem uma taxa de retorno maior, porque pelo sistema de cotas os aportes derrubam a valorização da carteira e principalmente quando o aporte é feito no final do mês ou próximo ao fechamento da carteira do investidor. Isso faz com que a rentabilidade de um investidor que aporta com frequência ou com altos aportes se torne menos atraente, ocorrendo isso até o momento que a carteira se estabilize sem aportes ou então que os aportes se tornem irrisórios… Faz sentido para você esse pensamento?

 

Carteira General Agosto 2015

Carteira General Agosto 2015

 

Fiquei com uma boa parte da carteira líquida em Agosto e para rentabilizar esse dinheiro resolvi operar ações em swing trade. O swing trade é a compra de ações em um dia e realizando a venda após aquele dia, caso fosse compra e venda no mesmo dia o nome seria day trade.

Comprei PETR4 (Petrobrás) pelo valor de R$ 8,08 por ação e vendi por R$ 8,90 alguns dias depois, tirando os custos e impostos o retorno da operação foi de 10% líquido. Recuperei um prejuízo acumulado que tinha em PETR4 e diminui a queda que a carteira sofreu no mês.

A estratégia foi analisando os gráficos no período de 120, o stop loss deixei em 7,51 e o stop gain em 9,04, só que vendi por R$ 8,90 porque acreditei que o volume não seria suficiente, fiquei satisfeito com o resultado.

A VIVT3 em compensação derrubou meu resultado do mês, com uma queda de -11,07% em relação ao fechamento de Julho… A possível perda do grau de investimento do Brasil está afetando as cotações da Bolsa brasileira, essa é a minha percepção, pois os resultados das empresas não estão tão ruins quanto o que imaginava que seriam em uma crise como a que estamos vivendo.

Nos fundos imobiliários voltei as compras e comprei mais cotas do setor de Escritórios. Os descontos sobre o valor patrimonial estão bem generosos e isso me permite uma boa margem de segurança, além de uma rentabilidade maior pois vários contratos de aluguéis já foram renegociados com os inquilinos dos empreendimentos de grande parte dos FIIs listados. Vários aluguéis foram renegociados para baixo e alguns fundos imobiliários também tiveram seu valor patrimonial reavaliado para baixo, com isso temos agora um cenário mais realista para trabalhar nossas expectativas.

No Tesouro Direto comprei mais alguns títulos, dessa vez foram os prefixados. Optei pelo Tesouro Prefixado 2021 que estava com a mesma taxa do Prefixado 2018 e com isso posso ganhar um pouco mais caso a Selic seja reajustada para baixo antes do vencimento dos títulos em 2021. E como a compra dos títulos foram bem no final do mês acabei ficando negativo nesse setor por causa das taxas e do imposto que desconto antecipadamente do valor da carteira.

E se você tem dúvidas sobre o Tesouro Direto ou quer investir nessa modalidade, visite o artigo que escrevi especialmente para você: Tesouro Direto: O Guia Completo.

 

Movimentações da Carteira General em Agosto de 2015

Compra de Fundos Imobiliários: Escritórios
Compra de Tesouro Direto: Prefixado 2021

 

Rentabilidade por setor da Carteira General

Ações: -11,07%

Fundos Imobiliários: -3,75%

Tesouro Direto: -2,46%

 

Resumo do fechamento Agosto de 2015

Dividendos: +0,80%

Corretagens/Impostos: -0,04%

 

Rentabilidade do mês: -1,29%